Letramento Racial
Artistas negros e negras, vivendo nas encruzilhadas do Brasil, desatam os nós das ancestralidades africanas e afro-brasileiras, para revisitar histórias de pessoas escravizadas em nosso país. Além de ampliar o conhecimento sobre o continente africano e desmitificar mitos que permeiam nossa sociedade, a apresentação convida o público a ajudar na construção de uma comunidade antirracista.
Essa lei é apenas um dos exemplos das Ações Afirmativas possíveis: um conjunto de políticas públicas que NÃO visam substituir a visão eurocêntrica pela africana, mas SIM gerar justiça social e valorizar as diferenças para produzir a igualdade.
RELEVÂNCIA E PERTINÊNCIA
O espetáculo se destaca por sua relevância artística e pedagógica ao promover uma reflexão urgente sobre o racismo estrutural e a valorização das culturas afro-brasileiras. Por meio de uma abordagem sensível, decolonial e humanizada, a obra combate a invisibilização histórica da população negra, fortalece o protagonismo negro e amplia o debate sobre desigualdade, identidade, ancestralidade e pertencimento. Além de provocar reflexão, o espetáculo também valoriza o corpo, a coletividade, a ludicidade e os saberes da cultura afro-brasileira, oferecendo ao público uma experiência artística potente, transformadora e necessária.
ENCENAÇÃO
Temos personalidades negras que marcaram história, mas temos também os rostos das representações dos nossos ancestrais.
Negros e negras que lutaram por liberdade até sua morte. Temos as pessoas pretas contemporâneas que desfrutam da liberdade.
Artistas adentram o espaço cênico, carregando conhecimentos na construção de uma sociedade antiracista. Dançam com leveza e suavidade ao som de uma música africana. Os movimentos são ancestrais. Ocupam o espaço de encenação e vão se reconhecendo nos registros de identidades negras. Com o corpo dançante pegam algumas fotos de pretas e pretos e vestem seus corpos e almas.
GALERIA







Atriz, Arte-Educadora, Performer, Dramaturga e Contadora de histórias
Pós-graduação Lato Sensu em A Arte de Contar Histórias pelo polo A Casa Tombada, FACONNET (2021). Graduada em Teatro pela Universidade Anhembi Morumbi (2008). Formação no curso de Contadores de Histórias, pelo Sistema Municipal de Bibliotecas de São Paulo (2013). Formação em cursos livres com mestras e mestres da arte da narração oral. Atua desde 2017 como professora de Artes na Secretária Municipal de Educação da cidade de São Paulo. Co-autora da peça Marcas da Infância - pesquisa cênica no combate e prevenção às violências físicas e sexuais contra crianças e adolescentes (desde 2016), inserido no projeto EU TENHO VOZ, do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM). Projeto contemplado com duas menções honrosas ao prêmio Betinho, da Câmara Municipal de São Paulo nos anos de 2018, 2020 e 2021. O projeto foi ampliado e conta atualmente com ações virtuais e vídeo-narrativas. Destaco a performance História de Marias, indicado para três festivais de cinema (3ª edição do Festival Curta (C)errado, Mostra de Cinema da Casa em Casa e 1ª Mostra Picuá de Cinema e Literatura). Desenvolve o projeto Escuta como Escuto, histórias bilíngues (Libras e português) para o público surdo e ouvinte (desde 2016).
Ator e Arte-Educador
Mestre em Direitos Humanidades e Outras Legitimidades pela USP, atuou nos Serviços Técnicos de Educação da SME/SP e na Divisão de Cultura. Possui profundo conhecimento no desenvolvimento de projetos educacionais, há 9 anos, atuando na rede pública municipal de ensino de São Paulo, além de amplo conhecimento na produção e desenvolvimento de projetos relacionados às questões étnico-raciais e de gênero. Tem experiência com projetos de teatro na escola visando à autonomia dos educandos e buscando diálogos com o território. Foi 1º lugar no 4º Prêmio de Educação em Direitos Humanos, categoria Professor 2016 (SME/SP), e também 1º lugar no Prêmio Professor em Destaque 2017, categoria Professor, pela SME/SP. Atuou como ator no espetáculo “Corpo Fechado”, do Coletivo Malungos de Pedra (2017), e no espetáculo “Labirinto Selvático”, do Coletivo Rosas Periféricas (2018). Foi contemplado com o coletivo “Nos Educando” para a produção do espetáculo “Essa é a história da carteira que voou” (PROAC 2019). Também possui experiência com a Diretoria de Desenvolvimento Sociocultural (SESI) no setor de Produção Cultural – Núcleo de Artes Cênicas.
Multiartista, Contadora de histórias, Percussionista e Atriz
“A Arte de Contar Histórias” pela A Casa Tombada FACCONET – formação em Contação de Histórias em 2020 Cientista Social pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo em 2012 Atriz constituída pela Cia Cenas e Letras e pelo Grupo de Teatro Santo Agostinho 1996 - 2006 Integrante da Banda Ilú Obá de Min como percussionista – Instrumento: DJEMBE - desde 2019 Contadora de Histórias e Mediadora de Leitura do Coletivo de Mediação de Leitura “Collectivus de Leitura” desde 2011, com ações em diversos unidades da rede SESC - SP Cantante cênica do grupo vocal “Materna Em Canto” desde 2016 Contadora de histórias em escolas públicas na região central da Cidade de São Paulo Integrante da Cia Teatral Cenas e Letras com a direção de Valéria de Pietro entre 1998 e 2006, em cartaz com peças teatrais como “O Alienista” e “Dom Casmurro” Integrante do Grupo de Teatro Santo Agostinho de 1996 a 1999